quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Soledad Bravo, grande diva da canção venezuelana no CCB


Soledad Bravo é considerada uma das maiores vozes da América hispânica.

Nascida em 1943, em Logroño, La Rioja, Espanha, emigra para a Venezuela aos sete anos de idade. Em Caracas faz os seus estudos primários e secundários, estes últimos no Liceu Rafael Urdaneta, onde formou um grupo musical com o qual actua em diversos eventos estudantis.

Iniciou-se profissionalmente interpretando e tocando poetas espanhóis e americanos, recorrendo a diversas expressões folclóricas do continente para revolucionar logo as formas populares da canção ‘caribenha’ e continental.

Já gravou mais de trinta CD’s, todos eles editados já em diversos países da América Latina e da Europa, abrangendo todos os estilos, mesmos os mais distantes e diversificados, como é o caso do folclore judeu-espanhol ou salsa, a grande poesia hispano-americana ou o jazz, a ranchera ou o bolero, sempre com enorme êxito, partindo sempre da sua grande riqueza vocal e da sua grande inteligência interpretativa.

Em quase trinta anos de actividade artística já percorreu também os grandes palcos europeus e americanos e já actuou com os grandes compositores e intérpretes da canção popular contemporânea, como é o caso de Zeca Afonso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Simone, Manolo Sancular, Mikis Theodorakis, Raimundo Fagner, Willie Colón, Eddie Gómez, Ray Barretto, Pablo Milanés, Paquito D’Rivera, Silvio Rodriguez, Sara González, Ana Belén, Luis Llach, Maria del Mar Bonet, Paco Ibañez, Jaoquín Sabina, Raimón, Fito Páez, Oscar D’León, Ricardo Montaner, Rubén Blades, Cheo Feliciano, Armando Manzanero, entre muitos outros.

Os álbuns que dedicou à música ‘afro-caribenha’ que também têm tido uma grande repercussão, foram realizados em Nova Iorque, onde Soledad foi acompanhada por Willie Cólon, Ray Barretto, Paquito D’Rivera, Arito Moreira, Yomo Toro, Eddie Gómez, entre muitos outros destacados músicos contemporâneos.

Entre os seus mais recentes trabalhos podemos destacar "Raíces", que é um disco com uma selecção antológica dos grandes ritmos caribenhos como é o caso de guaguancó, o son, a salsa e o bolero, que se converteu num dos maiores êxitos da sua carreira, assim como o seu mais recente CD "Cuando hay amor" (single: "canta Corazón).

Começou a gravar no início do ano 2000, em Havana, "Cantos de amor da trova cubana", acompanhada por Pablo Milanés e Silvio Rodriguez, editado em 30 de Março passado. O lançamento deste CD foi feito em Caracas com apresentação de concertos entre os dias 25 e 30 de Abril de 2001.

Ao longo da sua carreira Soledad Bravo já ganhou vários prémios, entre os quais o Prémio de Melhor Intérprete, em 1972, e o Grand Prix du Disque, com o álbum "Soledad Bravo – Rafael Alberti", em 1977 (CBS, Espanha, 1978), da prestigiada Academia Francesa do Disco Charles Cros, de Paris, assim como um disco de ouro em 1997 com a re-edição do single "Hasta Siempre", que tinha sido editado em 1968 e que logo se converteu num enorme sucesso.

No início de 2000 actuou em diversos países do mundo para arrecadar fundos para as vítimas da catástrofe que se abateu em Dezembro de 1999 em Caracas, no Litoral venezuelano.

Em Dezembro de 2000 lançou o seu mais recente CD "Paloma Negra" que lhe valeu o elogio unânime da crítica francesa. Desde o seu lançamento, "Paloma Negra" encontra-se nos primeiros lugares do catálogo de vendas Racines, de CD’s de World Music mais vendidos e mais solicitados pelo público francês.

"Paloma Negra" convida o espectador a uma viagem. Uma viagem ao coração das terras da América Latina. Soledad Bravo e a sua voz enchem-nos de emoção. Soledad Bravo ama o seu Continente e isso, sente-se.

2 comentários:

dogivalbc,DBC_SERVIÇO,http://db.costa.zip.net disse...

Gostei muito esta cultura faz parte de todo o aprendizado...
deixo aqui um zero cortado no meio
para os ofensores

Anônimo disse...

He adorado sus canciones de latinoamerica, canciones revolucionarias. Su voz firme nos toca el corazón y nos hace sentir más hermanos de una sola patria.
Het zijn heel mooie liedjes! mario de freitas;